A M O R

Amor Electro em alta voltagem

sábado, 3 de novembro de 2012


Os Amor Electro são um daqueles grupos que quase nem demos pela sua chegada e, de repente, estão já a fechar uma digressão nacional, de um ano, com um Coliseu dos Recreios completamente ligado à corrente de boa energia que o grupo tem, consegue passar e pretende fazer dela uma marca e um rumo nacionais. Esta noite os Amor Electro provaram ser uma grande banda ao vivo e portaram-se como tal.

Voz já bem conhecida do projecto Donna Maria, a presença de Marisa Liz em palco é gigante, a contrastar com aquela figura pequenina e magrinha que, a ser verdade que ninguém escolhe o corpo que "habita", a alma, essa pode ser avassaladora e levar a palavra "amor" a estar na boca de toda a gente, sem preconceitos.

O primeiro tema da noite foi uma versão de 'No Teu Poema', um original de José Luís Tinoco, popularizado por Carlos do Carmo.

Tiago Pais Dias (multi-instrumentista da banda), Ricardo Vasconcelos (teclas), Rui Rechena (baixo) e Lito Pedreira (bateria) fizeram-se acompanhar da também enorme em talento Orquestra Fantasma e de uma vocalista que, certamente, teve pele de galinha uma boa parte da noite. «É uma honra estar a tocar pela primeira vez na sala mais portuguesa de sempre», apresentou-se Marisa Liz.

'Amor Maior Que a Vida' foi a canção que se seguiu antes de começarem a desfilar os convidados que, também eles, abrilhantaram a noite e foram uma espécie de "holofote" para que a cantora se destacasse ainda mais na sua versatilidade quer vocal quer, sabe-se agora, física. O fadista Hélder Moutinho foi o primeiro convidado antes do Coliseu viver um autêntico momento de comunhão, como se de uma missa católica se tratasse, no momento da homilia em que o sacerdote diz "Saudai-vos na Paz de Cristo". Foi esse o sentimento que a vocalista da banda procurou repetir, à sua maneira, pedindo ao público que olhasse para os lados e, independentemente, de quem visse, abraçasse essa pessoa. Parece ter funcionado, mesmo tratando-se de grupos de amigos já feitos. 'Capitão Romance', original dos Ornatos Violeta, que agora também têm estado em alta, foi a canção responsável por tanto afecto espalhado no Coliseu.

O músico Luso-Angolano Yami foi o senhor que se seguiu, a quem se sucedeu a voz inconfundível de Pacman e Pedro Oliveira, o vocalista dos Sétima Legião a pôr o Coliseu de pé para acompanhar com todo o fervor o eterno 'Sete Mares', também merecedor de uma inusitada versão electro-rock-jazzy-pop por parte dos Amor Electro.

Num jogo de luzes e de cenário surpreendente, Marisa e o companheiro aparecem no meio do público para interpretarem em conjunto (desta vez ela acompanhada pelas teclas) um apaixonadíssimo 'Rosa Sangue' que culmina com um beijo muito aplaudido pelo público, já em pé há um bom bocado. Marisa tem uma voz firme, segura e sem mácula que se mantém inalterada durante todo o concerto apesar do cansaço e da emoção.

«Todos nós fazemos coisas diferentes, temos trabalhos diferentes mas todos somos portugueses. A vida não pode parar, o mundo não pode parar. Confesso que só quando cantei esta pela primeira vez é que senti o que realmente ela queria dizer», explicou Maruisa antes de começar a encaminhar o espectáculo para o final com o Hino Nacional a ser cantado de pé por todo o Coliseu.

Do encore fez parte um tema com letra de Jorge Cruz, vocalista dos Diabo na Cruz, e a fortíssima música que catapultou os Amor Electro para a fama e para os muitos prémios já arrecadados em Portugal e além-fronteiras: 'A Máquina', com letra da própria Marisa.

O tempo cinzento de um Outono lá fora é o contraste perfeito para as cores cheias de vida que Marisa Liz envergou nos seus vestidos (amarelo, o primeiro e vermelho sangue,o segundo) com a assinatura de Dino Alves. A própria fez questão de mencionar que tudo nesta noite teve a assinatura de Portugal - a língua, a cultura, a tradição e a garra histórica dos portugueses em ultrapassar fases difíceis.
Muitos abraços, beijos e uma lista infindável de agradecimentos antes da noite fechar com 'Barco Negro', tema que dificilmente conseguiremos descolar de Amália Rodrigues, que fechou a noite na companhia dos jovens percussionistas Tocá Rufar, mais uma parceria de luxo para esta noite de frases-chave para o tal futuro melhor que toda a gente busca. «Nunca desistam», foram as últimas palavras de Marisa nesta noite de 2 de Novembro de 2012.

Para este concerto que fechou a digressão, e que decorreu em moldes diferentes dos anteriores, os Amor Electro deixaram uma sonoridade electrizante, cantada na língua de Camões, num país que tem a esperança no futuro ameaçada.


Daniela Azevedo
Fotos: Nuno Fontinha

Fonte: Cotonete

Plateia Palco - Os Lugares VIP no Coliseu & a After Party

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

É já no próximo dia 2 de Novembro que poderemos assistir ao grande concerto de encerramento da tournéé dos Amor Electro.
Os Amor Electro decidiram abrir para este concerto (que será único) a "Plateia Palco" para aqueles que quiserem ter uma experiência única de assistir a um concerto no próprio palco perto da banda


Terão à disposição um sistema de Headphones que vai permitir ouvir o espectáculo de uma forma especial e completamente única.

O concerto terá início as 21.30 horas do dia 2 de Novembro e os preços variam entre os 10 e os 25 euros e para a "Plateia Palco" o custo do bilhete é de 75 euros.
Para quem estiver interessado em ter o privilégio de ocupar um destes lugares e a metade do preço poderá aquiri-lo na LetsBonusPortugal.

Depois do concerto, haverá uma After Party na discoteca The Loft ((Rua Instituto Industrial 6) na zona da 24 de Julho entre o Cais do Sodré e Santos.

Todos os que tiverem o bilhete do espectáculo consigo terão direito a entrada livre no espaço que terá a presença da Banda. A animação estará a cargo dos DJ’s Rodrigo Portugal e Gonçalo Camacho, para além de dois músicos da banda – Tiago Dias e Ricardo Vasconcelos.

Nota: No caso dos bilhetes adquiridos para a PLATEIA PALCO, quem tiver estes lugares/bilhetes terá a possibilidade de entrar na discoteca com acesso á área VIP onde serão servidas algumas bebidas gratuitas.





Não percam esta oportunidade de assistir ao grande concerto de encerramento de tournée dos Amor Electro, quer seja nos lugares habituais da sala do Coliseu, quer nos lugares VIP, pois irá ser um concerto único e para ficar na memória de todos como o fechar de um ciclo e o começar de um outro.

























OS AMOR ELECTRO ESPERAM POR TODOS VOCÊS NO COLISEU E NA AFTER PARTY NA DISCOTECA THE LOFT.
APAREÇAM!!!

Amor Electro distinguidos com o prémio EBBA - European Border Breakers Awards 2013

sexta-feira, 19 de outubro de 2012


Os Amor Electro estão entre os vencedores dos "European Border Breakers Awards", que recompensam os maiores novos talentos da música pop europeia. O anúncio foi feito por Androulla Vassiliou, Comissária responsável pela Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude, e pelos organizadores do festival europeu de música Eurosonic Noorderslag.
Os vencedores dos prémios de 2013, que conquistaram o êxito fora do seu país de origem com o primeiro álbum lançado internacionalmente, são Nabiha (Dinamarca), Ewert and The Two Dragons (Estónia), French Films (Finlândia), C2C (França), Emeli Sandé (Grã-Bretanha), Of Monsters and Men (Islândia), Dope D.O.D. (Países Baixos), Juan Zelada (Espanha) e Niki and the Dove (Suécia).

Os candidatos a estes prémios tiveram de conquistar um vasto público além-fronteiras com o primeiro álbum internacional, na Europa, entre 1 de Agosto de 2011 e 31 de julho de 2012. Os vencedores são seleccionados pela Nielsen Music Control, analista do mercado musical, com base nas vendas de discos e na frequência de difusão radiofónica, e de acordo com os votos da União Europeia de Radiodifusão (UER), bem como de estações de rádio e festivais que participam no Programa Europeu de Intercâmbio de Talento (ETEP).

«A música é uma linguagem universal que toca milhares de milhões de pessoas, independentemente da sua nacionalidade ou antecedentes. Os nossos vencedores têm todos talento e energia para dar e vender», declarou Androulla Vassiliou.
Texto retirado do site da Rádio Comercial


Foi com muito orgulho, que mais um vez, recebemos uma notícia fantástica sobre os Amor Electro. Este é um prémio mais do que merecido. Já estava na altura de o trabalho dos Amor Electro ser reconhecido além fronteiras. Cabe-nos a nós fãs dos AE continuar a apoiá-los e estar sempre ao lado deles.


Amor Electro tocam com Orquestra Fantasma no Coliseu dos Recreios

quarta-feira, 19 de setembro de 2012


AMOR ELECTRO & ORQUESTRA FANTASMA
COLISEU DOS RECREIOS 02 DE NOVEMBRO DE 2012

UM CONCERTO UNICO COM A PARTICIPAÇÃO DOS ARTISTAS CONVIDADOS: PEDRO OLIVEIRA (SÉTIMA LEGIÃO), CARLOS NOBRE (PACMAN), HELDER MOUTINHO, YAMI E TOCÁ RUFAR

Depois de percorrerem o país inteiro com mais de 80 concertos, os Amor Electro encerram a tournée nacional no Coliseu dos Recreios - em Lisboa - com um concerto especial onde, para além dos temas que todos conhecem, serão apresentadas algumas canções que farão parte do novo disco com data prevista para o primeiro semestre de 2013.

O Espectáculo conta com a participação de uma orquestra formada pela própria banda, onde Tiago Pais Dias (produtor musical e multi-instrumentista) assina todos os arranjos. 


 Os artistas convidados são: Pedro Oliveira (Vocalista dos Sétima Legião), Carlos Nobre (Pacman), que depois de ter passado por vários grupos como “Da Weasel” e “Os Dias de Raiva”, prepara-se agora para lançar o segundo disco do seu mais recente projecto " Algodão ", O fadista Hélder Moutinho, O músico Luso-Angolano Yami e a mais emblemática orquestra de percussão portuguesa “Tocá Rufar”.



 Sete semanas consecutivas no 1º lugar do Top Nacional de vendas, 4 meses nos dez primeiros lugares, um Disco de Platina, 47.000 fãs na página oficial do Facebook, mais de 3.000.000 de visualizações no Youtube, 2 Globos de Ouro (melhor banda/melhor música 2012), acima de 80 concertos entre Abril de 2011 e Dezembro de 2012 são algumas das razões para acreditar que os Amor Electro vão a caminho de um sucesso que lhes permite arriscar a sala mais emblemática e histórica da Capital Portuguesa. No entanto, todos os elementos da banda acreditam que esta aventura não se prende apenas num disco de estreia com um par de músicas de sucesso e uma série de prémios e concertos de norte a sul do país. É a história de quatro amigos que se conhecem há já alguns anos e que trabalharam muito para acreditar na música que fazem.


Bilheteiras: LOJAS FNAC | AGENCIA ABEP | AGENCIA ALVALADE | POSTOS DOS CORREIOS CTT | COLISEU DE LISBOA ONLINE www.coliseulisboa.com | BILHETEIRA ONLINE www.bilheteiraonline.pt

OS AMOR ELECTRO ENCERRAM TOURNEE NACIONAL NO COLISEU DE LISBOA

quinta-feira, 6 de setembro de 2012


"Um concerto especial onde, para além dos temas que todos conhecem, serão apresentadas algumas canções que farão parte do novo disco com data prevista para o primeiro semestre do próximo ano; alguns convidados e várias surpresas que revelam a afirmação da banda no panorama musical português.

Sete semanas consecutivas no 1º lugar do Top Nacional de vendas, 4 meses nos dez primeiros lugares, um Disco de Platina, 42.000 fãs na página oficial do Facebook, 2.000.000 de visualizações no Youtube, 2 Globos de Ouro, 40 concertos entre Abril e Dezembro de 2011 e já com 37 concertos - entre os concluídos e os confirmados até ao final do ano -, são algumas das razões para acreditar que os Amor Electro vão a caminho de um sucesso que lhes permite arriscar a sala mais emblemática e histórica da Capital Portuguesa. No entanto, todos os elementos da banda acreditam neste concerto como uma data de comemoração e de afirmação de todo o trabalho que têm vindo a fazer durante anos.

Marisa Liz, Tiago Pais Dias e Ricardo Vasconcelos conheceram-se há 11 anos na Escola Profissional de Música e Artes de Almada; Rui Rechena chega mais tarde em “Room 74” – a primeira banda de Tiago Pais Dias. Entretanto, Mariza Liz passa por “XL Femme” e “Donna Maria”, Tiago Pais Dias toca com os The Gift, Ricardo Vasconcelos com os Balla e Melo D e Rui Rechena com os “Homens da Luta”. Em 2008, reencontram-se num projecto chamado “Catwalk” e tocam em vários bares de música ao vivo e eventos privados por todo o pais. É nesta altura que começam a idealizar o projecto “Amor Electro”.

O Disco de estreia “Cai o Carmo e a Trindade” podia ter sido integralmente um trabalho de originais mas a banda não quis deixar de homenagear alguns dos compositores e intérpretes que durante tantos anos os inspirou para a música que fazem nos dias de hoje. Ainda assim, acreditaram nas suas próprias composições “A Máquina”, “Rosa Sangue”, “Amanhecer” e “Onde Tu me Quiseres” e tiveram o reconhecimento do publico.

A história de “Amor Electro” não se prende apenas num disco de estreia com um par de músicas de sucesso e uma série de prémios e concertos de norte a sul do país. É a história de quatro amigos que se conhecem há já alguns anos e que trabalharam muito para acreditarem na música que fazem.

É esta a história que vai ser contada no dia 02 Novembro deste ano. Um concerto especial onde para além dos temas que todos conhecem serão apresentadas algumas canções que farão parte do novo disco - com data prevista para o primeiro semestre do próximo ano - alguns convidados e várias surpresas que revelam a afirmação da banda no panorama musical português."


(texto retitado do site do Coliseu dos Recreios)


Podem aquirir os bilhetes nos locais habituais de vendas:
Coliseu de Lisboa
Balcões dos CTT
Agência Abep
Agência Alvalade
FNAC's
www.BilheteiraOnline.pt



Nós, Clube de Fãs, vamos lá estar e é com muito orgulho que lá estaremos para ver "encerrar" todo um ano (e alguns meses) de muito trabalho e empenho. Um ano em que muita coisa aconteceu. Os Amor Electro cresceram e os sucessos foram a cada passo que davam sendo alcançados. Nós, Clube de Fãs, temos também vindo a crescer, quer em fãs, quer em amizades. No início eramos meros fãs que não se conheciam e  que se tinham juntado porque partilhavam do mesmo gosto pela banda, as suas músicas, as suas letras e hoje somos mais do que isso, somos AMIGOS que se juntam e que ansiosamente esperam pelas datas dos concertos, para que possam estar sempre lá na frente, quer seja no Norte, Centro ou Sul do país, o que importa é que estejamos lá para apoiar aqueles que para além de grandes músicos, são já nossos amigos.
Esperemos que possam todos estar presentes em mais uma etapa alcançada pelos Amor Electro, pois tocar no Coliseu é o mesmo que dizer tocar na emblemática sala que todos os artistas sonham um dia lá chegar. Queremos ver aquela sala cheia, queremos ver todos a cantar as músicas em uníssono com a banda e no fim, queremos ver todo um Coliseu de pé a aplaudir todo um sucesso merecido!!!!

Não faltem dia 2 de Novembro às 21h30
no Coliseu de Lisboa!!!!




  

Amor Electro de volta ao Templários Bar

segunda-feira, 2 de julho de 2012

 Um ano depois de terem actuado no Templários Bar os Amor Electro voltaram áquele que é para estes 4 músicos um local emblemático - Templários Bar.

Foi aqui, no Templários Bar que durante 1 ano todas as segundas- feiras, Marisa Liz, Tiago Pais Dias, Ricardo Vasconcelos e Rui Rechena,tocavam, sempre com casa cheia!

  
 

 Hoje, dia 2 de Julho, no dia em que o Templários Bar comemorou o seu 21º aniversário, os Amor Electro foram os convidados musicais e voltaram a encher este espaço de boa música, energia e muita gente para recordar as noites em que ainda não como Amor Electro, mas como Catwalk, estes excelentes músicos arriscavam com muita qualidade num alinhamento cheio de covers de grandes músicas como "Need you tonight" de INXS, que curiosamente e em tom de surpresa hoje como Amor Electro nos presentearam com este tema, numa versão brutal e cheia de "muito amor electro"


Para nós (fãs), que os temos acompanhando em vários concertos por este país fora e habituados a vê-los em palcos ao vivo, vê-los assim num recinto fechado mais intimista, foi muito bom. Há 1 ano estivemos também presente no concerto que os Amor Electro deram nos Templários e sabe sempre muito bem ver como são recebidos pelas pessoas que propositadamente se deslocam para os ver e ouvir.

   

Para aqueles que estiveram presente hoje nos Templários e para quem não teve oportunidade de ter estado, aqui ficam dois videos fantásticos:

A Máquina, o 1º grande single do Amor Electro

 E para terminar a pedido do público, Foram Cardos, Foram Prosas


(fotos de: Vitor Sá Ramos & Rui Fernandes)

Amor Electro - Fenómeno com os pés na terra

domingo, 1 de julho de 2012



               por João Moço. Fotografia de Gerardo Santos/GI


Ou com ficha terra, seria melhor dizer, tendo em conta o nome desta banda: Amor Electro. Andam na boca de toda a gente, e o primeiro álbum é um sucesso que já chegou à platina. Eis a história por detrás do fenómeno de popularidade.
Num ano muito mudou na vida de Marisa Liz, Tiago Pais Dias, Ricardo Vasconcelos e Rui Rechena. Caso estes nomes à primeira leitura não proporcionem uma identificação imediata, eles são os Amor Electro, banda que é hoje um dos maiores fenómenos do panorama português. Neste último ano o álbum Cai o Carmo e a Trindade (2011) chegou à marca de platina, o single A Máquina tornou-se numa das canções mais reconhecíveis ao ouvido, atuaram na última edição do Rock in Rio-Lisboa e ganharam ainda dois Globos de Ouro.
No entanto, os Amor Electro estão longe de ser novatos. Antes do sucesso, dos prémios e dos grandes palcos, estes quatro amigos que se conheceram na EPMA, escola profissional de música de Almada, já tocavam noite após noite no circuito de bares. Esse circuito deu-lhes «estaleca». E, apesar da fama, não entram em ilusões.
O lado cénico
Desde os tempos da tarimba nos bares que o conceito para os Amor Electro fervilhava nas cabeças de Marisa, Tiago, Ricardo e Rui. Tanto para a música como para a imagem carismática que os carateriza. Porque as roupas que vestem publicamente e a forma como se apresentam é uma das armas de apresentação da banda. E assumida. «A nossa música permite expressarmo-nos de formas mais teatrais e cinemáticas. No nosso caso dá para estabelecer ligações entre várias artes. A roupa e a imagem são uma das formas que temos de expressão e ainda temos muitos caminhos a seguir», explica Tiago Pais Dias, compositor e produtor do primeiro álbum do grupo. Por vezes arriscam em vestimentas mais extravagantes, risco que é vivido com entusiasmo. «Eu sou rapariga, por isso é normal que goste de roupa e de me aperaltar», diz Marisa.«Tendo a sorte de estar na música, posso usar coisas que, se usasse normalmente na rua, se calhar ainda me internavam.»
Com os Amor Electro está tudo pensado. São vestidos pela Vicente Internacional, empresa que entrou no barco quando o nome Amor Electro ainda não enchia salas. Pedro Leitão é o estilista que trabalha com o grupo. «Nós explicámos-lhe tudo e mais alguma coisa do que queríamos para o nosso visual. As ideias eram tantas que ele já estava maluco, mas assim conseguiu encontrar a marca que nos conseguisse ler e pôr cá para fora, que permitiu desde logo uma abertura muito grande para não termos roupas já feitas, mas sim desenhando para nós», explica a vocalista.
Sem vergonha dos bares
O cuidado com a apresentação surgiu cedo, ainda nos circuitos dos bares. «Nos bares apresentávamos um verdadeiro espetáculo, não íamos para ali fazer discos pedidos. Demorávamos mais de duas horas a montar o cenário e a preparar o concerto, tínhamos ensaios de dias inteiros. A malta achava que éramos malucos por apostarmos tanto para depois recebermos sessenta euros de recibo», lembra a voz dos Amor Electro. Foi este cuidado que gerou um ano de noites cheias no bar Templários, em Lisboa.
Para os Amor Electro os bares foram uma fonte de aprendizagem e experiência. As condições adversas deram-lhes segurança para viver com calma o sucesso de hoje. «Nos bares, é fácil deixares-te ir no circuito e começares a virar frangos, porque se ganha pouco», refere Marisa Liz.
Conscientes da crise
Mas, com o sucesso, veio a inevitável mudança de vida. «Obviamente que hoje temos um pouco mais de dinheiro porque os trabalhos vão aparecendo, mas os problemas são os mesmos, as casas são as mesmas, as vidas são as mesmas», diz Ricardo. «As pessoas acham que temos uma vida de luxo, até amigos meus têm essa ideia, mas acabamos por ter vidas normais, só um pouco mais estáveis... ou próximas da estabilidade.»
É verdade que há um disco de platina com Cai o Carmo e aTrindade (que chegou a estar sete semanas consecutivas em primeiro lugar no top de vendas nacional), mas a crise que afeta o país sente-se, e bem, na música. Marisa dá o exemplo. «Se fosse há cinco anos o fenómeno teria repercussões diferentes e estaríamos com outra conversa. Nesta altura há que ser sério e ter bom senso e viver na realidade que toda a gente está a viver. Continuamos com o mesmo cachet antes de ganharmos isto tudo. O nosso objetivo é tocar e, claro, não queremos passar fome e queremos que a nossa família tenha uma vida razoável. Mas queremos é tocar, por isso pensamos em preços de acordo com o que o país tem para oferecer, porque é muito triste as pessoas não poderem ouvir música.»
Ainda assim, toda a gente canta as canções dos Amor Electro, sobretudo A Máquina. Mesmo para eles é difícil de explicar o sucesso de uma só música. «É estranho. A letra e a música "bateram" a muita gente. Mas não há receitas para nada», afirma a vocalista.
Certamente que ajudou a perseverança destes quatro músicos. «Trabalhámos muito e acreditámos muito em nós, independentemente do que nos dissessem à nossa volta, e, por isso, acreditámos que um dia a nossa música ia ter alguma expressão em Portugal. Se não acreditássemos íamos fazer outra coisa qualquer. E depois tivemos a sorte de ter à nossa volta pessoas que achavam o mesmo», recorda Marisa.
Durante anos chegaram a tocar noutros projetos. Tiago Pais Dias com os The Gift ou Amália Hoje, além de ter formado com Ricardo Vasconcelos o grupo Room 74. Vasconcelos tocou ainda com Balla e Rui Rechena com os Homens da Luta. Já Marisa Liz foi em tempos a voz dos Donna Maria. «Nós já começámos do zero umas vinte vezes, por isso é normal. Mas no fundo nunca é começar do zero, porque tens sempre mais experiência e uma bagagem diferente», lembra Tiago Pais Dias. Já Marisa decidiu abandonar os Donna Maria, onde já tinha algum reconhecimento popular. «Voltei a tocar em bares pelo amor à música e para voltar ao início. Para mim não havia opção. Na vida ou se é feliz com o que se faz ou não dá. Era o que tinha de ser.»
O futuro
O primeiro álbum, que o grupo lançou há um ano, era dominado por versões (como de Barco Negro de Amália Rodrigues, Sete Mares da Sétima Legião ou Capitão Romance dos Ornatos Violeta), mas desde aí a banda não tem parado de compor novas canções. Para já, vão aproveitar a fama e dar concertos. Depois voltam a estúdio e, provavelmente, para o ano sairá o sucessor de Cai o Carmo e a Trindade, já com mais temas originais. «O primeiro disco teve mais versões porque quisemos contar a nossa história e de como isto tudo começou, que foi assim, como um grupo de versões. A evolução será certamente ter mais originais, mas não vamos abdicar das versões porque é algo que gostamos muito de fazer, revisitar músicas e torná-las quase nossas com novas roupagens», refere Tiago Pais Dias.
É óbvio que o sucesso traz consigo a responsabilidade. «Existe essa pressão. Mas é muito bom ter as pessoas interessadas no que vais fazer, é o máximo que te pode acontecer. Por isso a pressão não se pode instalar em nós de uma forma negativa, até porque sabemos que não podemos ter toda a gente a gostar de nós», confessa a vocalista. Aos Amor Electro resta assim manterem a mesma atitude que os levou até onde estão. «Vamos continuar a fazer aquilo em que acreditamos. Só podemos ser sinceros e fazer o melhor trabalho possível. A partir daí é esperar que as pessoas entendam», conclui Marisa.

in Notícias Magazine - DN


                               

 
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